1-A seca muda a paisagem rural de Ipanguaçu
Neste período agora, entre os meses de agosto a dezembro, a temperatura aumenta e a vegetação da região perde o vigor e muitas áreas de pastagem ficam ressecadas.
Com isso os animais como o rebanho bovino, caprino e ovino passam por uma luta pra se manterem nutridos.
2- Criadores enfrentam aumento dos gastos
O pior é que a seca no município de Ipanguaçu, por exemplo, não atinge apenas os animais, também provoca prejuízos financeiros aos criadores. Porque é nesse período que aumenta a mão de obra, os gastos e diminui os lucros.
Qualquer produtor no município de Ipanguaçu conta a sua história de prejuízo durante os meses de estiagem.
3-Prejuízo vivido por seu Cassimiro
Seu Cassimiro Monteiro, que por sua vez também é criador de galinhas da raça balão, adiantou pra o nosso site que já perdeu uma vaca e uma bezerra quando a seca estava forte em 2024 no município.
Segundo ele, quando não chove o calor aumenta e vem por consequência certas doenças no animal, que já estando desnutrido acaba caindo e não se recupera mais.
"Eu lutei muito pra escapar uma vaquinha boa de leite. Gastei tanto com remédio que fiquei sem dinheiro, mas no final perdi tanto minha vaca quanto a bezerra", disse o criador seu Cassimiro Monteiro.
Foto mostra uma vaca que já começa sentir a falta do pasto e, não tendo, em breve estará magra e sem forças
4-Como lidar com a falta de água no rio
Todos os criadores de gado, ovelhas, bodes e outros animais nas comunidades rurais de Ipanguaçu, sentem a falta da água abundante para matar a sede do rebanho e cultivar capim em suas áreas de plantio.
5-Seu Júlio Rocha é outro agricultor da região de Ipanguaçu e também cria gado.
Para ele o período mais desconfortável é agora porque a água fica difícil de encontrar, até mesmo o rio Pataxó se encontra a baixo do nível.
"Fica complicado pra dá água pra os animais. Eu carrego uns baldes de plástico numa carroça pra dá a eles", acrescentou.



