O debate sobre se Assu ainda é a capital do Vale do Açu volta e meia ganha força, especialmente quando novos rankings estaduais são divulgados e mostram mudanças na posição do município em relação a outras cidades do Rio Grande do Norte.
É inegável que Assu perdeu espaço em classificações gerais que medem desenvolvimento econômico, arrecadação ou crescimento urbano em nível estadual.
No entanto, limitar a análise apenas a números frios e rankings amplos pode gerar uma interpretação incompleta da realidade regional.
Quando o olhar se volta especificamente para o Vale do Açu, Assu continua exercendo um papel central, estratégico e determinante para a economia local.
Nos últimos anos, outras cidades potiguares avançaram de forma acelerada, impulsionadas por investimentos pontuais, expansão imobiliária ou projetos específicos de infraestrutura.
Isso contribuiu para que Assu caísse uma posição em determinados rankings estaduais, algo natural em um cenário dinâmico, onde o crescimento não acontece de maneira uniforme.
Cair uma colocação, contudo, não significa perder relevância, tampouco deixar de ser referência para uma região inteira.
Rankings estaduais analisam o Rio Grande do Norte como um todo, colocando municípios de realidades completamente distintas na mesma régua comparativa.
Quando o recorte é regional, a situação muda de forma significativa. Assu mantém uma posição de liderança econômica, comercial e de serviços no Vale do Açu.
A cidade concentra atividades que sustentam e movimentam a economia dos municípios vizinhos, funcionando como um polo natural para quem vive na região.
Comércio diversificado, setor de serviços robusto, presença de órgãos públicos, instituições bancárias, educacionais e de saúde fazem de Assu o principal ponto de convergência do vale.
A força econômica de Assu está diretamente ligada à sua história e à sua localização estratégica. Desde sua formação, o município se consolidou como elo entre a produção rural e o mercado consumidor.
A agricultura irrigada, a fruticultura, a pecuária e, mais recentemente, a diversificação de atividades econômicas continuam tendo em Assu seu principal canal de escoamento, negociação e suporte logístico.
Esse papel não foi substituído, mesmo com o crescimento de cidades próximas.
Outro fator que sustenta essa liderança regional é o capital humano. Assu atrai trabalhadores, estudantes e empreendedores de todo o Vale do Açu.
Instituições de ensino técnico e superior, públicas e privadas, contribuem para a formação de mão de obra qualificada, que alimenta tanto o mercado local quanto regional.
Esse fluxo constante de pessoas gera consumo, fortalece o comércio e estimula novos investimentos, criando um ciclo econômico que beneficia todo o entorno.
É importante destacar também que desenvolvimento não se mede apenas por crescimento acelerado, mas por capacidade de sustentar uma economia estável e diversificada.
Assu, mesmo enfrentando desafios comuns às cidades médias do Nordeste, mantém uma base econômica sólida.
Pequenos e médios empreendedores encontram no município um ambiente mais estruturado para negócios, com maior circulação de renda e demanda constante por produtos e serviços.
Nesse contexto, falar sobre o potencial de Assu no vale do Açu é reconhecer que, apesar das oscilações em rankings estaduais, o município continua sendo o motor econômico da região.
O potencial está na sua capacidade de articulação regional, na força do seu mercado interno e na influência que exerce sobre cidades menores, que dependem diretamente de Assu para acesso a serviços especializados e oportunidades de trabalho.
Além disso, Assu possui uma identidade cultural e simbólica que reforça seu status de capital regional.
Eventos tradicionais, manifestações culturais e a própria memória histórica do vale estão fortemente ligadas ao município.
Essa dimensão imaterial também contribui para a centralidade de Assu, fortalecendo o sentimento de pertencimento regional e consolidando sua posição de liderança.
É claro que desafios existem e não devem ser ignorados. A perda de posição em rankings estaduais serve como alerta para a necessidade de planejamento, inovação e políticas públicas mais eficientes.
Investir em infraestrutura, mobilidade urbana, atração de novas empresas e modernização do setor produtivo é essencial para que Assu não apenas mantenha, mas amplie sua relevância.
Contudo, esses desafios não anulam a realidade atual: no Vale do Açu, Assu segue sendo a principal referência econômica.
Comparações estaduais muitas vezes colocam municípios em competição direta, mas o desenvolvimento regional exige cooperação.
Assu, como cidade-polo, tem papel fundamental em articular parcerias, integrar cadeias produtivas e impulsionar o crescimento coletivo do vale. Quando Assu cresce de forma sustentável, toda a região se beneficia.
Portanto, afirmar que Assu ainda é a capital do Vale do Açu não é um discurso nostálgico, mas uma análise baseada em fatos regionais.
Mesmo tendo recuado uma posição em rankings mais amplos, o município permanece como o coração econômico do vale.
Reconhecer o potencial de Assu no vale do Açu é entender que liderança regional vai além de números isolados: envolve influência, capacidade de gerar oportunidades e força para sustentar o desenvolvimento de toda uma região.

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